segunda-feira, 11 de abril de 2016

Carreira: 8 coisas que você não deve fazer se perdeu o emprego

Foto: Google, meramente ilustrativa ao tema

Em tempos como esse que estamos atravessando, você deve conhecer alguém que perdeu o emprego recentemente; você mesmo pode estar nessa situação.

No trimestre encerrado em janeiro deste ano, quase 3 milhões de pessoas ficaram desempregadas. Tal número elevou a taxa de desemprego a 9,5%, o maior nível da série iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ou seja, essa questão que assombra tantas famílias brasileiras é uma realidade e mexe com a parte mais sensível, o bolso. E por mais que a realidade doa, é preciso falar do assunto. Afinal, nós estudamos e nos preparamos para conseguir um emprego e não para perder, não é?

Por isso, listamos abaixo algumas orientações e dicas simples que, de alguma forma, podem ajudar a tomar decisões mais acertadas nesse momento.

Confira abaixo 8 coisas que não se deve fazer se está desempregado:

1. Desanimar

É claro que perder emprego é um grande baque. Mas é em momentos de dificuldades que é necessário reunir forças, parar de pensar de forma negativa ou procurar razões e motivos que expliquem “por que eu?”.
Aproveite seu tempo para refletir, desabafar com amigos próximos e família. Além de receber o apoio de pessoas tão importantes, é nessas conversas que surgem novas ideias e motivação para lidar com essa nova experiência.

2. Torrar o dinheiro que sobrou ou recebeu

Recebeu dinheiro da rescisão e vai receber o seguro desemprego? Ótimo! Veja esse dinheiro como uma reserva que deve ser usada com muita inteligência e também como a base para te manter enquanto tenta voltar ao mercado de trabalho. Não caia na tentação de sair gastando sem pensar no amanhã.

3. Tomar grande decisões de mudança de vida
Muitas pessoas assimilam esses momentos como se fossem um “sinal” para tomar coragem e seguir aqueles sonhos de largar tudo e ir embora para outra país e começar de novo ou fazer uma viagem de meses para pensar na vida.
Tudo isso parece ótimo, e é mesmo, desde que seja feito com planejamento. Porém, decisões baseadas apenas no calor da emoção podem resultar em grandes dificuldades financeiras no futuro

4. Aumentar custos fixos e adquirir coisas
Evite contratar serviços que irão gerar custos mensais fixos ou comprar bens caros, sejam eles pagos à vista ou parcelados. Aquela vontade de trocar de carro precisa ser revista, bem como todos os gastos da casa também.

5. Desconhecer a real situação financeira
Levantar os custos mensais é fundamental para manter o equilíbrio financeiro e saber o que pode ser cortado e o que pode ser mantido. Uma dica é colocar tudo em uma planilha para ter um retrato financeiro da sua condição.

Depois disso, analise quanto você tem de custo por mês. Se irá receber o seguro desemprego, tente gastar menos do que ganha e poupar uma parte. Talvez seja necessário fazer cortes e essa economia pode significar aquele dinheiro a mais que vai salvar um mês lá na frente. Nós temos uma planilha gratuita muito legal (clique aqui para download

6. Fazer investimento de alto risco

Sempre surgirão aquelas oportunidades que parecem imperdíveis e que prometem ser a solução de todos os problemas. Não gaste o seu rico dinheiro naqueles cursos com fórmulas que prometem riqueza rapidamente e nem faça investimentos de alto risco se você não tem conhecimento.

Não há fórmula mágica para ganhar dinheiro, é preciso dedicar um tempo para estudar bastante a respeito da oportunidade para rentabilizar o seu dinheiro. 

7. Deixar de conversar em casa

Não tente esconder a realidade da família, pois além de não fazer bem para a harmonia da casa, agir assim é muito arriscado. Isso porque as outras pessoas estarão seguindo a vida com os mesmos hábitos de consumo e em algum momento saberão que a situação é diferente.

É melhor ter um diálogo franco logo no início para que cada um possa contribuir de alguma forma – seja estando atento aos gastos, pensando junto em alternativas para dar a volta por cima e, claro, podendo contar com as pessoas que você ama para dar força nesse momento passageiro.

8. Não procurar trabalho

Ficar em casa recebendo o seguro desemprego e não procurar trabalho, para não perder o benefício, é uma opção adotada por muitos. Opção essa que pode funcionar no curto prazo, porém ficar meses fora do mercado de trabalho, que já está difícil, é um grande risco – uma hora o seguro acaba e não é possível prever em quanto tempo haverá uma recolocação.

Ficar desempregado é muito ruim, mas deixar de aproveitar o tempo disponível nessa situação é pior ainda. Há muitas oportunidades de aprendizado.

Aproveite para entender mais sobre as suas finanças, aprender a lida com dinheiro, conhecer os investimentos disponíveis, e claro, assistir a vídeos relacionados a sua área de atuação, ler blogs de profissionais especializados em carreira e por aí vai. Fique atento às iniciativas de recolocação que acontecem na sua cidade.

Dica bônus 

Ficar desempregado é muito ruim, mas deixar de aproveitar o tempo disponível nessa situação é pior ainda. Há muitas oportunidades de aprendizado. Aproveite para entender mais sobre as suas finanças, aprender a lida com dinheiro, conhecer os investimentos disponíveis, e claro, assistir a vídeos relacionados a sua área de atuação, ler blogs de profissionais especializados em carreira e por aí vai. Fique atento às iniciativas de recolocação que acontecem na sua cidade. 

Conclusão 

É importante não ter medo e não deixar o orgulho impedir você de começar de novo. Se a função antes era de gerente e hoje a vaga disponível é de vendedor, isso não significa dar um passo para trás, mas dar um passo à frente para um novo recomeço. 

Este artigo foi escrito por Daniella Gomes.

Jornalista e especialista em Marketing Digital, trabalha no mercado financeiro desde 2010. Há um ano deixou o emprego fixo, mudou-se para os Estados Unidos e hoje atua como freelancer. Para Daniella, independência financeira é trabalhar de onde quiser, fazer o seu horário e nas horas livres planejar a sua próxima viagem. 


Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.

Nenhum comentário:

Postar um comentário